Veja as principais tendências para o RH em 2026
Descubra o futuro do RH: Com a IA, o recrutamento, a retenção e o engajamento de talentos já entraram em uma nova era.
Ver agora
A IA prometeu ganhos de produtividade e eficiência para as empresas, mas o que vimos no último mês é justamente o contrário disso: uma pesquisa recente da Harvard Business Review revelou que o uso indiscriminado de IA está gerando um fenômeno chamado “workslop” — uma avalanche de conteúdos superficiais que não aumentam produtividade, apenas consomem tempo e dinheiro das empresas.
Mas afinal, como esse fenômeno acontece? E, mais importante: como identificar o workslop antes que seja tarde demais? Continue lendo para entender como evitar gastos desnecessários na sua empresa!

De acordo com a Harvard Business Review, 40% dos profissionais já receberam trabalhos de baixa qualidade feitos com IA e tiveram que gastar tempo corrigindo. Esse fenômeno é o “workslop”, ou “porcaria de trabalho”, como pode ser traduzido. Ele ocorre quando a IA gera conteúdos que, à primeira vista, parecem bons, mas são, na prática, superficiais e exigem mais esforço para serem ajustados.
Em vez de aumentar a produtividade, esse conteúdo acaba consumindo tempo e energia, gerando um custo extra para as empresas. Por isso, é importante identificar o workslop rapidamente e evitar o retrabalho, aproveitando melhor a IA.
E para complicar, o termo “workslop” está muito relacionado com a expressão de 2024: “brain rot” (algo como apodrecimento do cérebro). Isso porque, ao depender de conteúdos rasos gerados pela IA, estamos prejudicando nossa capacidade de pensar de forma crítica e criativa, o que pode afetar a qualidade do nosso trabalho.
Hoje, temos duas visões sobre o impacto da inteligência artificial nas empresas. São elas:
De acordo com a Gartner, as empresas que adotam IA relataram um aumento de 40% na eficiência operacional, especialmente pela automação de tarefas repetitivas. Uma pesquisa da PwC revela que 55% dos profissionais de RH já utilizam ou têm planos de implementar soluções baseadas em IA.
E, mais ainda, a Accenture prevê que a produtividade global pode aumentar até 40% com o uso dessa tecnologia. Esses números indicam um futuro otimista e muitas oportunidades para quem adotar a IA de forma estratégica.
Por outro lado, pesquisas indicam que muitas empresas ainda não estão vendo o retorno prometido pela IA. Um estudo do MIT Media Lab revelou que 95% das organizações não estão percebendo um retorno real sobre seus investimentos em IA generativa. E um dos principais culpados por esse cenário é o workslop.
O levantamento da Harvard Business School e Stanford Social Media Lab mostrou que, em média, cada workslop exige quase 2 horas de correção. Para grandes empresas, isso pode resultar em uma perda de aproximadamente US$9 milhões por ano, um valor que pode anular os ganhos esperados com a IA.
Com tantas informações diferentes, surge a dúvida: no que devemos acreditar? Como garantir que sua empresa não caia na armadilha do workslop?
É isso que você vai descobrir no próximo bloco!
Antes de adotar qualquer ferramenta de IA, pare e reflita: quais tarefas realmente precisam dela? Quais atividades estão consumindo mais tempo do que deveriam?
Como próximo passo, mapeie o cenário atual e registre tudo; o tempo gasto em retrabalhos, as correções necessárias e até os custos “invisíveis” que acabam passando despercebidos.
Ter esse diagnóstico é o primeiro passo para entender onde a IA pode ajudar de verdade (e onde ela pode estar atrapalhando).
O Workslop não aparece da noite pro dia. Ele dá sinais sutis: relatórios superficiais, decisões baseadas em dados duvidosos, erros que se repetem e retrabalhos constantes.
Quando o RH aprende a identificar esses sintomas cedo, evita que pequenas falhas se transformem em grandes prejuízos e, o mais importante, mantém a qualidade do trabalho no centro de tudo.
Não basta apenas revisar o que a IA gera, é necessário estabelecer padrões bem definidos. Cada conteúdo, relatório ou insight deve passar por uma análise humana com perguntas simples, mas poderosas: “Esse conteúdo resolve o problema?”, “Está alinhado com nossos objetivos estratégicos?”, “Quanto tempo será necessário para corrigir se houver falhas?”
Sem isso, a empresa corre o risco de gerar mais workslop do que produtividade.
Não existe IA que funcione sozinha. Cada erro detectado deve ser documentado, cada prompt refinado e cada configuração ajustada. Quanto mais atenção aos detalhes, menos tempo perdido lá na frente. Pense na IA como um time que você precisa treinar constantemente: quanto mais você ensina, mais ela entrega.
Não se engane com a impressão de que tudo que sai da IA é economia de tempo. É importante acompanhar os números que realmente importam para o negócio, como as horas que o time gasta corrigindo prompts, quantas tarefas exigiram ajustes e qual foi o custo total do retrabalho.
Esses dados ajudam o RH a entender onde vale a pena automatizar, e onde o toque humano é indispensável.
O maior erro é acreditar que a IA resolve tudo sozinha, quando na verdade ela veio para potencializar o trabalho humano. Aqui, não tem segredo: deixe ela cuidar das tarefas repetitivas e operacionais, enquanto você mantém o foco no que só humanos conseguem fazer: pensar de forma crítica, tomar decisões estratégicas e cuidar de pessoas.
Leia também: Seu recrutamento está pronto para um agente de IA? Veja os sinais
O workslop não precisa ser um obstáculo permanente, desde que sua empresa conte com:
Lembre-se: o segredo está em equilibrar tecnologia e análise humana. Deixe que a IA cuide do que é repetitivo, enquanto as pessoas cuidam do que exige pensamento crítico e criatividade.
É assim que a empresa evita desperdício de tempo, dinheiro e talentos preciosos, e ainda transforma esforço em resultados reais para o negócio.

Aviso: as informações disponibilizadas neste site não têm caráter de orientação jurídica por parte da DGNET Ltd (Es-Remoto.Work). Este conteúdo não deve ser interpretado como conselho ou recomendação legal. Para obter orientação jurídica adequada sobre os temas aqui tratados, recomenda-se consultar um advogado especializado.